Calma, calma. Não pirei. É que esta frase é muito falada e muito ouvida, principalmente por quem ama fisica, como eu.
Sempre que digo que sou formado em fisica, ou que sou fisico, ouço a frase - "EU ODEIO FISICA!".
Deve existir em algum lugar nos direitos humanos o direito fundamental de odiar fisica e de dizer isso em público.
Vejamos, vejamos. Existe uma comunidade no Orkut com 12.400 membros aproximadamente, com o título "Eu odeio Fisica". Existe outra com título parecido que agrega cerca de 4.400 odiosas pessoas.
Odiar quimica não é tão popular, a maior comunidade "Eu odeio Quimica" tem 8600 membros e olha que "Eu odeio Quimica" é titulo de uma música de Hebert Vianna e Renato Russo, música alias que teria promovido a separação da dupla de compositores.
Mas nada, nada nas salas de aula é mais odiado que matemática com mais de 250.000 membros.
A comunidade "Eu odeio" mais popular, incrivelmente é a "Eu odeio gente lerda" com mais de um milhão de membros.
Nossos amigos gringos não odeiam tanto assim. Pelo menos, não no Orkut. "I hate physics" tem pouco mais de dois mil membros, enquanto matemática tem pouquissimas pessoas.
Ironicamente, "EU AMO FISICA" tem fiéis 16.000 membros, o dobro dos que odeiam e quem ama matematica são 78.000 na Internet.
Em próximo POST filosofaremos porque as pessoas amam tanto odiar fisica !
sexta-feira, setembro 19, 2008
A volta ao mundo em 89 dia (de verdade) !
A noticia tá aqui: http://viagem.uol.com.br/ultnot/2008/09/18/ult4466u404.jhtm
Um brasileiro percorreu a distancia de 11 mil kilometros em 89 dias, entre Portugal e Nova York em 89 dias, sendo homologado seu recorde como a volta ao mundo de moto mais rápida já registrada.
Já mostrei aqui que velocidade média de uma volta ao mundo é zero, mas vamos considerar que o carinha andou em linha reta 11.000 km em 89 dias direto. Qual a velocidade média ?
89 dias = 5340 horas, portanto a velocidade média é 2,06 km/h ! Isso é pouco, em termos de velocidade média. Eu fazendo caminhada pra perder peso faço uma média maior que esta. Mas lembre-se, em 89 dias ele deve ter parado muito pra descansar.
Pelo teorema do valor médio podemos afirmar categoricamente que pelo menos uma vez em toda a viagem ele teve exatamente esta velocidade: 2,06 km/h ! E isso prova ... Que velocidade média as vezes não serve pra nada.
Quer ir um "pouquinho" mais rápido ? Vá de Estação Orbital Internacional. Ela tem uma velocidade média de parcos 27.685 km/h. Ela percorre a distância de 11.000 km em 23 minutos !!!!!!!!
Isso sim é rápido ! ;)
Um brasileiro percorreu a distancia de 11 mil kilometros em 89 dias, entre Portugal e Nova York em 89 dias, sendo homologado seu recorde como a volta ao mundo de moto mais rápida já registrada.
Já mostrei aqui que velocidade média de uma volta ao mundo é zero, mas vamos considerar que o carinha andou em linha reta 11.000 km em 89 dias direto. Qual a velocidade média ?
89 dias = 5340 horas, portanto a velocidade média é 2,06 km/h ! Isso é pouco, em termos de velocidade média. Eu fazendo caminhada pra perder peso faço uma média maior que esta. Mas lembre-se, em 89 dias ele deve ter parado muito pra descansar.
Pelo teorema do valor médio podemos afirmar categoricamente que pelo menos uma vez em toda a viagem ele teve exatamente esta velocidade: 2,06 km/h ! E isso prova ... Que velocidade média as vezes não serve pra nada.
Quer ir um "pouquinho" mais rápido ? Vá de Estação Orbital Internacional. Ela tem uma velocidade média de parcos 27.685 km/h. Ela percorre a distância de 11.000 km em 23 minutos !!!!!!!!
Isso sim é rápido ! ;)
A vantagem da ignorância ! (No singular mesmo)
Eu sempre tenho defendido neste Blog as vantagens e mais vantagens da cultura, do estudo e da ciência. Mas hoje vou defender a ignorância.
Sim, a ignorância. Ignorância não é uma coisa tão ruim assim. Ser ignorante não significa ser um deficiente ou uma pessoa burra. Significa apenas ignorar alguma coisa.
Tá, talvez seja mais, porque ignorar alguma coisa é chamado de ignorar alguma coisa e ignorância é ignorar um monte de coisas. Mas seja como for, vamos partir da frase de Paulo Freire que diz que ninguem sabe mais nem menos, apenas sabemos diferente.
Se a ignorância tem alguma vantagem é a da beleza de simplicidade. Explico: Outro dia li uma reportagem sobre a coleção de selos de Freddie Mercury que foi arrematada num leilão por uma fortuna há uns anos atrás. A coleção não segue nenhum critério aceito às coleções, como temática, classica, etc. Segundo consta, o finado (e Afinado) cantor Freddie, quando adolescente juntou alguns selos que julgava ter alguma afinidade visual num álbum. A tal coleção valeria miseras libras se não tivesse pertencido a uma celebridade e um gênio da música.
Fiquei me lembrando de quando comecei a colecionar selos e tudo pra mim poderia ir para meu album. Não importava qualidade, não importava tema, não importava autor. Importava apenas que um selo era, para mim, bonito e deveria fazer parte de minha coleção.
Hoje ainda coleciono selos. Com menos afinco, com mais critério e com menos paixão. Escolho meus selos com tanto critério que acabo deixando muitos de fora.
A ignorância as vezes ajuda a ver as coisas de uma maneira simples. Como quando vou a exposições de orquideas. Olho todas e me encanto com todas. Mesmo sabendo que umas são mais valorizadas que outras por critérios que ignoro.
Minha filha de três anos me deu uma lição sobre isto estes dias. Estavamos andando pelo jardim de nossa casa e ela resolveu levar umas flores para a avó. Foi até o jardim e escolheu umas quatro florzinhas, bem "genéricas". Depois tirou uns pedaços de grama e colocou junto. Olhou para o buque e disse - "Tá lindo".
Pra cultura dela, pouco importa que grama é grama. Importa que ficou lindo. Um dia a cultura dela será suficiente para não ver beleza nas gramas e talvez entender as regras de premiação das orquideas.
Eu tenho tentado manter-me conscientemente ignorante em algumas areas da minha vida, pra, com isso, encontrar beleza nas coisas simples. Talvez para alguns seja um pouco de preguiça, mas para mim, sempre será bonito um Paulistinha decolando, uma frase em Francês e uma escala na gaita, coisas que separei para nunca aprender direito para sempre ter a sensação de que o simples vai me encantar.
Tomem leite, escovem os dentes, estudem fisica se der tempo e mantenham-se ignorantes em alguma area da sua vida.
A propósito: A falta de acentuação na maioria das palavras é proposital. Para ser coerente com o tema....
Sim, a ignorância. Ignorância não é uma coisa tão ruim assim. Ser ignorante não significa ser um deficiente ou uma pessoa burra. Significa apenas ignorar alguma coisa.
Tá, talvez seja mais, porque ignorar alguma coisa é chamado de ignorar alguma coisa e ignorância é ignorar um monte de coisas. Mas seja como for, vamos partir da frase de Paulo Freire que diz que ninguem sabe mais nem menos, apenas sabemos diferente.
Se a ignorância tem alguma vantagem é a da beleza de simplicidade. Explico: Outro dia li uma reportagem sobre a coleção de selos de Freddie Mercury que foi arrematada num leilão por uma fortuna há uns anos atrás. A coleção não segue nenhum critério aceito às coleções, como temática, classica, etc. Segundo consta, o finado (e Afinado) cantor Freddie, quando adolescente juntou alguns selos que julgava ter alguma afinidade visual num álbum. A tal coleção valeria miseras libras se não tivesse pertencido a uma celebridade e um gênio da música.
Fiquei me lembrando de quando comecei a colecionar selos e tudo pra mim poderia ir para meu album. Não importava qualidade, não importava tema, não importava autor. Importava apenas que um selo era, para mim, bonito e deveria fazer parte de minha coleção.
Hoje ainda coleciono selos. Com menos afinco, com mais critério e com menos paixão. Escolho meus selos com tanto critério que acabo deixando muitos de fora.
A ignorância as vezes ajuda a ver as coisas de uma maneira simples. Como quando vou a exposições de orquideas. Olho todas e me encanto com todas. Mesmo sabendo que umas são mais valorizadas que outras por critérios que ignoro.
Minha filha de três anos me deu uma lição sobre isto estes dias. Estavamos andando pelo jardim de nossa casa e ela resolveu levar umas flores para a avó. Foi até o jardim e escolheu umas quatro florzinhas, bem "genéricas". Depois tirou uns pedaços de grama e colocou junto. Olhou para o buque e disse - "Tá lindo".
Pra cultura dela, pouco importa que grama é grama. Importa que ficou lindo. Um dia a cultura dela será suficiente para não ver beleza nas gramas e talvez entender as regras de premiação das orquideas.
Eu tenho tentado manter-me conscientemente ignorante em algumas areas da minha vida, pra, com isso, encontrar beleza nas coisas simples. Talvez para alguns seja um pouco de preguiça, mas para mim, sempre será bonito um Paulistinha decolando, uma frase em Francês e uma escala na gaita, coisas que separei para nunca aprender direito para sempre ter a sensação de que o simples vai me encantar.
Tomem leite, escovem os dentes, estudem fisica se der tempo e mantenham-se ignorantes em alguma area da sua vida.
A propósito: A falta de acentuação na maioria das palavras é proposital. Para ser coerente com o tema....
segunda-feira, setembro 01, 2008
Quando um problema difícil não é tão difícil assim.
Veja o circuito abaixo.

Um maluco fez uma rede resistores paralelos 0.R + 1.R + 2.R + 3.R + ... Sabe-se Deus quanto.
Ligou esta rede maluca a um circuitinho.
Pergunta-se: Qual a resistência equivalente do circuito entre os terminais x e y?
A primeira coisa que se passa pela cabeça de quem resolve um exercício deste tipo é: Como encontro a resistência equivalente, se não sei quantos elementos tem era série? E possível é, mas como a primeira resistência é 0, tem um curto circuito aí e isso simplifica tudo...
Veja o que vai ser o circuito visto pela corrente elétrica entre os terminais x e y!

E este é fácil de calcular:
1/Req = 1/(R+R) + 1/2R + 1/(R+R+R) = 1/4R
Req = 4.R
Este tipo de problema é classificado pelos alunos como “pegadinha”, mas mostra que as vezes cara feia não é sinal de problema complicado e as vezes temos de ver de cima, antes de atacar os detalhes.
E pra dizer a verdade, é pegadinha sim ... :)

Um maluco fez uma rede resistores paralelos 0.R + 1.R + 2.R + 3.R + ... Sabe-se Deus quanto.
Ligou esta rede maluca a um circuitinho.
Pergunta-se: Qual a resistência equivalente do circuito entre os terminais x e y?
A primeira coisa que se passa pela cabeça de quem resolve um exercício deste tipo é: Como encontro a resistência equivalente, se não sei quantos elementos tem era série? E possível é, mas como a primeira resistência é 0, tem um curto circuito aí e isso simplifica tudo...
Veja o que vai ser o circuito visto pela corrente elétrica entre os terminais x e y!

E este é fácil de calcular:
1/Req = 1/(R+R) + 1/2R + 1/(R+R+R) = 1/4R
Req = 4.R
Este tipo de problema é classificado pelos alunos como “pegadinha”, mas mostra que as vezes cara feia não é sinal de problema complicado e as vezes temos de ver de cima, antes de atacar os detalhes.
E pra dizer a verdade, é pegadinha sim ... :)
quarta-feira, julho 23, 2008
Demitido !
Pois é, o fato ocorreu há alguns dias, mas só agora criei coragem de escrever e mais um pouco para publicar.
Depois de sete anos completos de dedicação a instituição que lecionava, fui demitido. Sem justa causa. Justificativa, apenas o de sempre: Cortes de pessoal.
Foi um dia estranho, mais ou menos como morte de vó ou vô muito doente. Você sabe que vai acontecer, mas quando acontece te pega de surpresa.
Foram sete anos também interessantes. Bem corridos, é verdade. Conheci muita gente interessante, alguns que mudaram minha maneira de pensar. Alguns professores e alguns alunos que em breve pretendo escrever sobre eles.
Conheci gente também que talvez não quisesse, na minha ingenuidade, ter conhecido. Gente (Alunos e professores) que acredita que educação se compra e se vende, alguns aliás que acreditam que respeito se compra e se vende. Pessoas que eu acho que viveria melhor se não conhecesse. Estes pretendo não prestar minhas honras, mas estes também mudaram, a sua maneira, minha vida.
Fim de uma fase.
Agora posso usar minhas noites para escrever minhas lamúrias em forma de exercícios de Física , assistir uma série na TV - Nem eu acredito que não acompanhei Lost nem Hero, ou simplesmente tocar violão. Uma nova fase começa com desafios mais pessoais a enfrentar.
Se eu soubesse, acho que teria caprichado mais naquela última aula, que não sabia que era a última. Foi uma aula de estrutura de dados, para uma classe quase vazia, com alunos cansados de um semestre puxado em uma sala fria. Aqueles alunos que olhavam para mim, com a cabeça no mundo da Lua e o computador em algum site de bate-papo, fingindo fazer o que eu pedia, assistiram a minha última aula na instituição.
Talvez tenha aprendido uma lição: Dê sua aula, sempre como se fosse a última. Um dia será mesmo.
Não levo magoas, nem da instituição, nem dos amigos que lá deixei. Fico com sempre, pensando nos dilemas que as intituições superiores enfrentam. Talvez escreva sobre isso no futuro.
Depois de sete anos completos de dedicação a instituição que lecionava, fui demitido. Sem justa causa. Justificativa, apenas o de sempre: Cortes de pessoal.
Foi um dia estranho, mais ou menos como morte de vó ou vô muito doente. Você sabe que vai acontecer, mas quando acontece te pega de surpresa.
Foram sete anos também interessantes. Bem corridos, é verdade. Conheci muita gente interessante, alguns que mudaram minha maneira de pensar. Alguns professores e alguns alunos que em breve pretendo escrever sobre eles.
Conheci gente também que talvez não quisesse, na minha ingenuidade, ter conhecido. Gente (Alunos e professores) que acredita que educação se compra e se vende, alguns aliás que acreditam que respeito se compra e se vende. Pessoas que eu acho que viveria melhor se não conhecesse. Estes pretendo não prestar minhas honras, mas estes também mudaram, a sua maneira, minha vida.
Fim de uma fase.
Agora posso usar minhas noites para escrever minhas lamúrias em forma de exercícios de Física , assistir uma série na TV - Nem eu acredito que não acompanhei Lost nem Hero, ou simplesmente tocar violão. Uma nova fase começa com desafios mais pessoais a enfrentar.
Se eu soubesse, acho que teria caprichado mais naquela última aula, que não sabia que era a última. Foi uma aula de estrutura de dados, para uma classe quase vazia, com alunos cansados de um semestre puxado em uma sala fria. Aqueles alunos que olhavam para mim, com a cabeça no mundo da Lua e o computador em algum site de bate-papo, fingindo fazer o que eu pedia, assistiram a minha última aula na instituição.
Talvez tenha aprendido uma lição: Dê sua aula, sempre como se fosse a última. Um dia será mesmo.
Não levo magoas, nem da instituição, nem dos amigos que lá deixei. Fico com sempre, pensando nos dilemas que as intituições superiores enfrentam. Talvez escreva sobre isso no futuro.
quinta-feira, maio 29, 2008
O perigo da ciencia ! (ou ?)
Hoje de manhã vi uma reportagem sobre a votação a respeito da votação pelo STF a respeito do uso das celulas tronco embrionárias em pesquisas cientificas. A tempos venho acompanhando a distância tal assunto que para mim não diz respeito diretamente pois não sou pesquisador em tempo integral e também não sou biologo. Mas hoje tal assunto bateu em minha porta, quando um ministro afirmou que tal assunto é tão importante - "que não deve ficar nas mãos dos cientistas".
Isto me deixou muito preocupado, primeiro que tal ministro está se esquecendo que ele tem campo de atuação sobre uma área territorial restrita, chamada vulgarmente de Brasil e sobre seus cidadãos aos quais alguns são cientistas chamados doravante de brasileiros. Então se o assunto é tão importante que não deve ficar sob responsabilidade dos cientistas brasileiros, uma vez que no mundo muitos paises já deram seu sinal verde.
Supondo que o Brasil vete estas pesquisas, algumas coisas deverão ocorrer. Alguns cientistas brasileiros ligados a estas pesquisas, deverão parar seus trabalhos (que será o destino da maioria), trabalhar na clandestinidade (o que acho muito improvável que ocorra) ou sairem do país (que será o destino dos melhores).
Supondo ainda que este veto aprovado, cientistas internacionais cheguem a conclusões de curas para uma doença qualquer, que chamaremos de ilignato pneures (não adianta procurar, não existe tal doença). Daí, uma triste vitima de ilignato pneures brasileira de classe média fica sabendo que um pesquisador também brasileiro, trabalhando em um país da Europa tem a cura pra tal doença, mas não pode tratar aqui pois o parecer do STF do longiquo ano de 2008 vetou o uso de celulas tronco embrionárias. Mas como a vida é o mais importante, nosso amigo vende seu carro, um apartamento na praia e consegue se tratar.
Mas e se a vitima de ilignato pneures for um brasileiro pobre, agricultor, assistido pelo SUS. E aí ? Será que o mesmo direito a vida, agora defendido será usado para nosso heroi ganhar um tratamento na Europa com o mesmo cientista brasileiro que atendeu o brasileiro que vendeu o carro ?
Como dizem meus alunos: Pessoal, helooow,ow ! Estes embriões vão ser descartados mesmo. Se se vai discutir o direito a vida destes, tem-se que recuar um pouco o assunto e discutir o que deve-se fazer com embriões congelados quando chegam próximo ao seu prazo de "validade". Explico: Quando um casal resolve fazer fecundação artificial (antigamente chamado de bebê de proveta), são fecundados vários ovulos, alguns são colocados no útero da mulher e outros congelados. Até um prazo máximo (cinco anos, se não me engano), estes embriões podem ser usados para outras tentativas de engravidar. Depois disso, é muito arriscado usar tais embriões pois, mesmo tendo permanecidos congelados a temperaturas ultra-baixas, existe um certo risco de corrupção de certas moléculas. Então tais embriões DEVEM ser (e são)descartados. Imagine que chegue-se a conclusão que todos estes devem ser inseminados e terem o direito a vida ? Não tenho números, mas acho que seria impraticável.
Discutir ética não é nada fácil e fico pensando o que deve ter passado pela mente de Galileu quando viu o que não se podia (por lei) ver. Será que se Isaac Newton fosse brasileiro do ano 2008 discutir-se-ia o direito de sua maça cair ? E Einstein questionando o tempo ? Será que ele é tão perigoso assim (e apesar de pacifista deu subsidios para a construção da bomba atômica).
E é bom lembrar a tal ministro que humanos são humanos, cientistas ou politicos ou juizes, mas ciência não é humana.
Termino com um caso que me foi contado pelo querido professor de astronomia Roberto Boczko, com quem fiz um curso muito rápido mas aprendi muito (se já contei este, por favor me perdõem, o caso é velho, mas a situação é nova).
Diz ele que certa vez ia ocorrer um eclipse do sol que teria sua melhor visualização no mundo todo, em uma pequena cidade do interior do Brasil. Cientistas brasileiros e estrangeiros foram para tal cidade observar o fenomeno (Eclipse do Sol é um negócio muito importante pra ciencia, ao contrário do eclipse da Lua, um dia escrevo sobre eles). O tal fenômeno ia ocorrer numa quinta-feira e resolveram colocar um telão, ou telescópios pela cidade, para que todo mundo pudesse ver o fenômeno. A comoção na cidade foi tanta que o prefeito da cidade resolveu decretar feriado municipal para se ver com tranquilidade o fenômeno.
Mas ai, um grupo de vereadores achou que ocorreria um problema, pois decretando feriado na quinta-feira, na sexta todo mundo ia "enforcar". Escreveram então uma carta, ao chefe da equipe de astrônomos pedindo para mudar a data do fenômeno da quinta-feira para sexta-feira.
Acho que depois disso, não preciso me justificar mais.
Escovem os dentes, tomem leite, leiam o jornal de hoje com as notícias de ontem e se der tempo, estudem física.
P.S. Estou com uma pá de exercícios resolvidos em papel e digitalizando, de vagar vou colocando aqui... Agora estou resolvendo eles no PALM, isso é bom porque qualquer lugar é lugar pra resolver exercícios de física. Uma hora eles aparecem por aqui.
Isto me deixou muito preocupado, primeiro que tal ministro está se esquecendo que ele tem campo de atuação sobre uma área territorial restrita, chamada vulgarmente de Brasil e sobre seus cidadãos aos quais alguns são cientistas chamados doravante de brasileiros. Então se o assunto é tão importante que não deve ficar sob responsabilidade dos cientistas brasileiros, uma vez que no mundo muitos paises já deram seu sinal verde.
Supondo que o Brasil vete estas pesquisas, algumas coisas deverão ocorrer. Alguns cientistas brasileiros ligados a estas pesquisas, deverão parar seus trabalhos (que será o destino da maioria), trabalhar na clandestinidade (o que acho muito improvável que ocorra) ou sairem do país (que será o destino dos melhores).
Supondo ainda que este veto aprovado, cientistas internacionais cheguem a conclusões de curas para uma doença qualquer, que chamaremos de ilignato pneures (não adianta procurar, não existe tal doença). Daí, uma triste vitima de ilignato pneures brasileira de classe média fica sabendo que um pesquisador também brasileiro, trabalhando em um país da Europa tem a cura pra tal doença, mas não pode tratar aqui pois o parecer do STF do longiquo ano de 2008 vetou o uso de celulas tronco embrionárias. Mas como a vida é o mais importante, nosso amigo vende seu carro, um apartamento na praia e consegue se tratar.
Mas e se a vitima de ilignato pneures for um brasileiro pobre, agricultor, assistido pelo SUS. E aí ? Será que o mesmo direito a vida, agora defendido será usado para nosso heroi ganhar um tratamento na Europa com o mesmo cientista brasileiro que atendeu o brasileiro que vendeu o carro ?
Como dizem meus alunos: Pessoal, helooow,ow ! Estes embriões vão ser descartados mesmo. Se se vai discutir o direito a vida destes, tem-se que recuar um pouco o assunto e discutir o que deve-se fazer com embriões congelados quando chegam próximo ao seu prazo de "validade". Explico: Quando um casal resolve fazer fecundação artificial (antigamente chamado de bebê de proveta), são fecundados vários ovulos, alguns são colocados no útero da mulher e outros congelados. Até um prazo máximo (cinco anos, se não me engano), estes embriões podem ser usados para outras tentativas de engravidar. Depois disso, é muito arriscado usar tais embriões pois, mesmo tendo permanecidos congelados a temperaturas ultra-baixas, existe um certo risco de corrupção de certas moléculas. Então tais embriões DEVEM ser (e são)descartados. Imagine que chegue-se a conclusão que todos estes devem ser inseminados e terem o direito a vida ? Não tenho números, mas acho que seria impraticável.
Discutir ética não é nada fácil e fico pensando o que deve ter passado pela mente de Galileu quando viu o que não se podia (por lei) ver. Será que se Isaac Newton fosse brasileiro do ano 2008 discutir-se-ia o direito de sua maça cair ? E Einstein questionando o tempo ? Será que ele é tão perigoso assim (e apesar de pacifista deu subsidios para a construção da bomba atômica).
E é bom lembrar a tal ministro que humanos são humanos, cientistas ou politicos ou juizes, mas ciência não é humana.
Termino com um caso que me foi contado pelo querido professor de astronomia Roberto Boczko, com quem fiz um curso muito rápido mas aprendi muito (se já contei este, por favor me perdõem, o caso é velho, mas a situação é nova).
Diz ele que certa vez ia ocorrer um eclipse do sol que teria sua melhor visualização no mundo todo, em uma pequena cidade do interior do Brasil. Cientistas brasileiros e estrangeiros foram para tal cidade observar o fenomeno (Eclipse do Sol é um negócio muito importante pra ciencia, ao contrário do eclipse da Lua, um dia escrevo sobre eles). O tal fenômeno ia ocorrer numa quinta-feira e resolveram colocar um telão, ou telescópios pela cidade, para que todo mundo pudesse ver o fenômeno. A comoção na cidade foi tanta que o prefeito da cidade resolveu decretar feriado municipal para se ver com tranquilidade o fenômeno.
Mas ai, um grupo de vereadores achou que ocorreria um problema, pois decretando feriado na quinta-feira, na sexta todo mundo ia "enforcar". Escreveram então uma carta, ao chefe da equipe de astrônomos pedindo para mudar a data do fenômeno da quinta-feira para sexta-feira.
Acho que depois disso, não preciso me justificar mais.
Escovem os dentes, tomem leite, leiam o jornal de hoje com as notícias de ontem e se der tempo, estudem física.
P.S. Estou com uma pá de exercícios resolvidos em papel e digitalizando, de vagar vou colocando aqui... Agora estou resolvendo eles no PALM, isso é bom porque qualquer lugar é lugar pra resolver exercícios de física. Uma hora eles aparecem por aqui.
segunda-feira, abril 07, 2008
Mais cargas elétricas...
Suponha duas cargas elétricas de valores 3x10-8C colocadas, uma no ponto -0,3 m e outra no ponto +0,3 m do eixo x. Qual o valor do campo elétrico na origem (x=0 e y=0).
Se as duas cargas elétricas estão a mesma distância da origem e tem sinais iguais, o campo elétrico neste ponto será a soma dos módulos do campo elétrico provocado pela primeira carga e pela segunda, que são numéricamente iguais. Então pra resolver o problema, calcule o campo elétrico de uma carga e multiplique por dois.
Então vai:
E = k.q.r-2 = 8,98x109 . 3x10-8 . (0,3)-2 = 2,694 . 10+2 . 9x10-2 = 2,99 x 103 N.C-1
Um exercicinho facinho, só pra reiniciar a rotina... :)
Se as duas cargas elétricas estão a mesma distância da origem e tem sinais iguais, o campo elétrico neste ponto será a soma dos módulos do campo elétrico provocado pela primeira carga e pela segunda, que são numéricamente iguais. Então pra resolver o problema, calcule o campo elétrico de uma carga e multiplique por dois.
Então vai:
E = k.q.r-2 = 8,98x109 . 3x10-8 . (0,3)-2 = 2,694 . 10+2 . 9x10-2 = 2,99 x 103 N.C-1
Um exercicinho facinho, só pra reiniciar a rotina... :)
terça-feira, março 25, 2008
George e o segredo do Universo e outros livros...
Há umas semanas atrás fui procurar um livro pra dar de presente para meu pai e tropecei num livro chamado "George e o segredo do Universo" de Lucy e Stephen Hawkings. Uma capa prá lá de chamativa e com estes nomes me deu vontade de comprar, mas não comprei.
No mesmo dia esbarrei com o mesmo livro em outra livraria.
Desta vez não desperdicei e comprei.
Estou lendo, como sempre faço, de forma bem lenta, pensada e analisada (pra não dizer que só estou lendo mesmo nos domingos após o almoço).
Estou lendo, em paralelo, outro livro de Hawkings, o "Universo na casca de nós". Este livro me deixa perplexo, porque é um livro de leitura extremamente difícil e no entanto um sucesso de vendas. Eu acredito que muita gente comprou pra ver as inúmeras figuras que o livro tem e não se deteve em adquirir ou reter as teorias que o envolvem.
As teorias das cordas e das bramas por exemplo me fascinaram, pois no meu tempo de faculdade "a moda" eram as teorias das cordas que hoje se expandiram para as bramas.
Mas não é uma leitura para amadores.
Já o "George.." é um livro para crianças, ricamente ilustrado, narra as aventuras do garoto George, um menino criado sem nenhum conforto da vida moderna por opção dos ripongas pais. George conhece um vizinho que é cientista e passam a conhecer os segredos do Universo.
Uma leitura agradabilissima, principalmente a partir do capitulo 3 (antes é meio emperrada). Acredito que este sim deveria ser o Best-Seller de Hawkings, mas como estas coisas não se explicam ...
Eu gosto muito do livro de Fisica do Prof. H. Moysés Nussenzveig, professor que tive a honra de conhecer pessoalmente. Se você encontrar algum livro dele, compre sem dó. Se não gostar, me mande pelo correio ;)
A análise que ele costuma fazer sobre o arco-irís é fascinante.
Mas por falar em livros, ganhei de um grupo de alunos o livro "Almanaque do Fusca". Fusca é um assunto que me interessa. Fiquei desconcertadamente feliz em receber um presente dos meus alunos. Não estou acostumado com isso e acho que não sei muito como agir, mas em resumo, fiquei feliz !
O formato Almanaque caiu em desuso, mas é bem explorado neste livro. Informações amplas e pouco detalhadas, cobrem vasto material sem muita profundidade. Em tempos de Google e Internet é o que basta.
Conhecidências inexplicáveis ? Tanto "George..", quanto o "Almanaque..." são livros da fantástica Ediouro, editora brasileira que "no meu tempo" publicava uns livros inigualáveis com preços absurdamente baixos (eu não sei como eles conseguiam). Eu tinha um livro deles sobre radios de A. Fanzer que é um compendio. O bom é que o tempo passou, a qualidade melhorou e o preço não subiu tanto.
Então, por conhêcidencias (?) inexplicáveis, o primeiro livro que adquiri na vida foi um Ediouro (direto da editora, via vale postal, isso muito tempo antes de existir Internet). O nome do Livro ? "Um estudo em vermelho" de Sir. Arthur Conan Doyle. O primeiro livro da série de Sherlock Holmes. Tenho o livro até hoje e leio sempre que posso.
"Livros são muito legais" Wilbur - Personagem de um desenho que minha filha de dois anos assiste.
No mesmo dia esbarrei com o mesmo livro em outra livraria.
Desta vez não desperdicei e comprei.
Estou lendo, como sempre faço, de forma bem lenta, pensada e analisada (pra não dizer que só estou lendo mesmo nos domingos após o almoço).
Estou lendo, em paralelo, outro livro de Hawkings, o "Universo na casca de nós". Este livro me deixa perplexo, porque é um livro de leitura extremamente difícil e no entanto um sucesso de vendas. Eu acredito que muita gente comprou pra ver as inúmeras figuras que o livro tem e não se deteve em adquirir ou reter as teorias que o envolvem.
As teorias das cordas e das bramas por exemplo me fascinaram, pois no meu tempo de faculdade "a moda" eram as teorias das cordas que hoje se expandiram para as bramas.
Mas não é uma leitura para amadores.
Já o "George.." é um livro para crianças, ricamente ilustrado, narra as aventuras do garoto George, um menino criado sem nenhum conforto da vida moderna por opção dos ripongas pais. George conhece um vizinho que é cientista e passam a conhecer os segredos do Universo.
Uma leitura agradabilissima, principalmente a partir do capitulo 3 (antes é meio emperrada). Acredito que este sim deveria ser o Best-Seller de Hawkings, mas como estas coisas não se explicam ...
Eu gosto muito do livro de Fisica do Prof. H. Moysés Nussenzveig, professor que tive a honra de conhecer pessoalmente. Se você encontrar algum livro dele, compre sem dó. Se não gostar, me mande pelo correio ;)
A análise que ele costuma fazer sobre o arco-irís é fascinante.
Mas por falar em livros, ganhei de um grupo de alunos o livro "Almanaque do Fusca". Fusca é um assunto que me interessa. Fiquei desconcertadamente feliz em receber um presente dos meus alunos. Não estou acostumado com isso e acho que não sei muito como agir, mas em resumo, fiquei feliz !
O formato Almanaque caiu em desuso, mas é bem explorado neste livro. Informações amplas e pouco detalhadas, cobrem vasto material sem muita profundidade. Em tempos de Google e Internet é o que basta.
Conhecidências inexplicáveis ? Tanto "George..", quanto o "Almanaque..." são livros da fantástica Ediouro, editora brasileira que "no meu tempo" publicava uns livros inigualáveis com preços absurdamente baixos (eu não sei como eles conseguiam). Eu tinha um livro deles sobre radios de A. Fanzer que é um compendio. O bom é que o tempo passou, a qualidade melhorou e o preço não subiu tanto.
Então, por conhêcidencias (?) inexplicáveis, o primeiro livro que adquiri na vida foi um Ediouro (direto da editora, via vale postal, isso muito tempo antes de existir Internet). O nome do Livro ? "Um estudo em vermelho" de Sir. Arthur Conan Doyle. O primeiro livro da série de Sherlock Holmes. Tenho o livro até hoje e leio sempre que posso.
"Livros são muito legais" Wilbur - Personagem de um desenho que minha filha de dois anos assiste.
quinta-feira, março 20, 2008
Quanto tempo voce espera um sonho de realizar ?
Conheço algumas pessoas que sonham em ver o show da Britney Spears, outros sonham apenas com um fim de semana prolongado. E outros sonham em conversar com Che Guevara, dar a volta ao mundo num caiaque ou seja lá o que for.
Eu como a maioria dos seres humanos tive e tenho uma série de sonhos. Alguns realizáveis a curto, médio e longo prazo e outros que provavelmente nunca se realizarão.
Um amigo dizia que o mais importante de um sonho é sonhar, mais importante até que realizá-lo. Não sei, realmente não sei.
Mas como o assunto deste blog é educação, quero tratar de um sonho meu que demorou quase 30 anos para se realizar.
Em 1978, lá pelo meio do ano, meu pai resolveu me colocar num professor de violão. Confesso que na época não aprovei muito. Eu queria tocar piano, sax ou gaita, mas não violão. Mas tinha uma prima que tocava e lá fui eu.
Meu pai comprou um violão muito ruim que existe até hoje parado, me matriculou nas aulas de violão com o mesmo professor da tal prima e lá fui eu.
Eu sabia o que era violão e gostava de ouvir porque meu avô materno era um violonista de certo renome na cidade. Me lembro também dos meus tios ouvindo discos ou vendo violonistas na TV e alguns tocando, por isso tudo minha cultura violonistica não era nula.
O tal professor, Silvio dos Santos (não o apresentador de TV) dá ainda hoje na sua casa. Ele me recebeu muito bem, afinou meu violão, mostrou as primeiras noções e fez a pergunta que motiva este tópico: "Tem alguma música que você gostaria de tocar ?"
Vasculhei meu vasto conhecimento violonistico e respondi: "Eu gosto muito da música ODEON !".
Para quem não conhece, ODEON é um choro de Ernesto Nazareth escrita originalmente para piano, dificil pra burro pra tocar (direito). Eu conhecia ODEON de meu avô tocar e de uma abertura de novela da Globo. Era uma música que eu gostava muito (e gosto até hoje, alias o genêro Choro me encanta).
O Sr. Silvio me explicou que eu tinha de aprender "um pouco" para tocar esta peça, mas que o dia chegaria - Nunca pensei que demoraria tanto.
Muito tempo se passou. Eu fiz violão popular, mas tive problemas com as cordas vocais e passei para o violão classico solo. Muito tempo depois e parei de estudar, fiquei muito tempo parado. Anos depois, voltei a estudar com o mesmo professor. Nesta época ainda o cobrei que ainda não tocava ODEON, mas eu tinha que reaprender muito. Estudei, estudei, estudei e estudei.
Nesta época eu estava fazendo mestrado e meus horários eram bem flexíveis e conseguia tocar com mais folga, mas o Sr. Silvio não me achava apto ainda a tocar o tal ODEON.
Um tempo depois mudei de professor, passei a ter aulas com o conceituadissimo Pedro Cameron que praticamente me re-ensinou tudo o que eu achava que sabia. Não que o Sr. Silvio tivesse falhado em seu ensinamento, mas o maestro Pedro toca e ensina de uma forma muito diferente e é muito mais exigente que o primeiro. Então voltei a fazer aqueles estudos de quem está começando a tocar.
Nesta época eu já tinha dois empregos e por muito tempo meu horário de estudos eram após as 23:00 hs, ainda na casa dos meus pais e depois quando fui morar na casa onde moro até hoje.
Estudar violão é dolorido, cansativo, exige muita concentração, persistência e paciência.
Terminei os estudos avançados no final de 2006, passei então a escolher repertório. Quando Pedro me perguntou que música eu queria tocar, minha resposta imediata foi "ODEON".
Não, ainda não era a hora.
Ainda fiz algumas músicas de repertório e me apaixonei por um autor que não conhecia, chamado John Dowland e depois fiz a série de 5 preludios de Heitor Villa Lobos.
Finalmente, há 3 semanas atrás, retomei o pedido - "Pedro, será que dá pra eu tocar o Odeon ?".
E desta vez a resposta foi - "Não passe mais vontade !".
Ufa. Mas meus problemas estavam só começando. A peça tem umas passagens bem dificeis, mas lutei e ainda estou lutanto para deixar esta peça apresentável ao público.
Daquela fria tarde de 1978 até Março de 2008 foram quase 30 anos. Obviamente não foram 30 anos apenas perseguindo um objetivo, mas um objetivo que demorou pra se concretizar e ainda vai levar um tempo até estar completo.
Mas é um sonho que demorou o que demorou e se concretizou como está se concretizando porque eu lutei pra isso. A sensação de realização é ótima !
Este sonho já foi para a pasta de sonhos realizados.
Agora só falta comprar o caiaque.
Eu como a maioria dos seres humanos tive e tenho uma série de sonhos. Alguns realizáveis a curto, médio e longo prazo e outros que provavelmente nunca se realizarão.
Um amigo dizia que o mais importante de um sonho é sonhar, mais importante até que realizá-lo. Não sei, realmente não sei.
Mas como o assunto deste blog é educação, quero tratar de um sonho meu que demorou quase 30 anos para se realizar.
Em 1978, lá pelo meio do ano, meu pai resolveu me colocar num professor de violão. Confesso que na época não aprovei muito. Eu queria tocar piano, sax ou gaita, mas não violão. Mas tinha uma prima que tocava e lá fui eu.
Meu pai comprou um violão muito ruim que existe até hoje parado, me matriculou nas aulas de violão com o mesmo professor da tal prima e lá fui eu.
Eu sabia o que era violão e gostava de ouvir porque meu avô materno era um violonista de certo renome na cidade. Me lembro também dos meus tios ouvindo discos ou vendo violonistas na TV e alguns tocando, por isso tudo minha cultura violonistica não era nula.
O tal professor, Silvio dos Santos (não o apresentador de TV) dá ainda hoje na sua casa. Ele me recebeu muito bem, afinou meu violão, mostrou as primeiras noções e fez a pergunta que motiva este tópico: "Tem alguma música que você gostaria de tocar ?"
Vasculhei meu vasto conhecimento violonistico e respondi: "Eu gosto muito da música ODEON !".
Para quem não conhece, ODEON é um choro de Ernesto Nazareth escrita originalmente para piano, dificil pra burro pra tocar (direito). Eu conhecia ODEON de meu avô tocar e de uma abertura de novela da Globo. Era uma música que eu gostava muito (e gosto até hoje, alias o genêro Choro me encanta).
O Sr. Silvio me explicou que eu tinha de aprender "um pouco" para tocar esta peça, mas que o dia chegaria - Nunca pensei que demoraria tanto.
Muito tempo se passou. Eu fiz violão popular, mas tive problemas com as cordas vocais e passei para o violão classico solo. Muito tempo depois e parei de estudar, fiquei muito tempo parado. Anos depois, voltei a estudar com o mesmo professor. Nesta época ainda o cobrei que ainda não tocava ODEON, mas eu tinha que reaprender muito. Estudei, estudei, estudei e estudei.
Nesta época eu estava fazendo mestrado e meus horários eram bem flexíveis e conseguia tocar com mais folga, mas o Sr. Silvio não me achava apto ainda a tocar o tal ODEON.
Um tempo depois mudei de professor, passei a ter aulas com o conceituadissimo Pedro Cameron que praticamente me re-ensinou tudo o que eu achava que sabia. Não que o Sr. Silvio tivesse falhado em seu ensinamento, mas o maestro Pedro toca e ensina de uma forma muito diferente e é muito mais exigente que o primeiro. Então voltei a fazer aqueles estudos de quem está começando a tocar.
Nesta época eu já tinha dois empregos e por muito tempo meu horário de estudos eram após as 23:00 hs, ainda na casa dos meus pais e depois quando fui morar na casa onde moro até hoje.
Estudar violão é dolorido, cansativo, exige muita concentração, persistência e paciência.
Terminei os estudos avançados no final de 2006, passei então a escolher repertório. Quando Pedro me perguntou que música eu queria tocar, minha resposta imediata foi "ODEON".
Não, ainda não era a hora.
Ainda fiz algumas músicas de repertório e me apaixonei por um autor que não conhecia, chamado John Dowland e depois fiz a série de 5 preludios de Heitor Villa Lobos.
Finalmente, há 3 semanas atrás, retomei o pedido - "Pedro, será que dá pra eu tocar o Odeon ?".
E desta vez a resposta foi - "Não passe mais vontade !".
Ufa. Mas meus problemas estavam só começando. A peça tem umas passagens bem dificeis, mas lutei e ainda estou lutanto para deixar esta peça apresentável ao público.
Daquela fria tarde de 1978 até Março de 2008 foram quase 30 anos. Obviamente não foram 30 anos apenas perseguindo um objetivo, mas um objetivo que demorou pra se concretizar e ainda vai levar um tempo até estar completo.
Mas é um sonho que demorou o que demorou e se concretizou como está se concretizando porque eu lutei pra isso. A sensação de realização é ótima !
Este sonho já foi para a pasta de sonhos realizados.
Agora só falta comprar o caiaque.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Professor - Profissao do que acredita !
Acho que talvez a minha caracteristica que mais me faça passar por situações que me deixe desconfortavel é acreditar nas pessoas. Sou uma pessoa bastante crédula e sempre parto do principio que as pessoas são boas e querem o bem do próximo.
Não qualifico isso com um defeito meu, mas isso já me fez sofrer e principalmente me decepcionar com muitas pessoas. Tanto profissionalmente, quanto sentimentalmente. Seja na vida cotidiana ou até vendo televisão. Digo que não qualifico isso como defeito, uma vez que ainda prefiro acreditar que errado estão os outros de aproveitar e de querer o mal do próximo.
Dando aulas há mais de quinze anos e envolvido com ensino eu tenho que acreditar que não existem pessoas muito inteligentes nem muito burras. A inteligência é produto do esforço e não natural do individuo (calma, comentarei isso a seguir). E segundo: Todos somos capazes de mudar nossas caracteristicas natais.
Eu sei, eu sei que existem argumentos que fariam minha primeira afirmação cair por terra. Você deve conhecer pessoas muito inteligentes (eu conheço e convivi com várias) e pessoas que, digamos, são burras. Talvez você argumente que pessoas burras não existem, mas não é aí que quero chegar.
O que quero dizer é que um professor ou qualquer pessoa envolvida com educação não pode preparar uma aula achando que vai encontrar pessoas inteligentes e/ou burras em sua sala de aula. Se assim fosse as pessoas burras seriam assim rotulada a certo ponto da vida e ficariam fora de sistemas de educação para todo o sempre.
Daí decorre minha segunda afirmação: As pessoas podem mudar. Isso além de educacional é uma máxima cristã. Superar seus limites é função do aprendizado. Agora que tenho a aluna mais nova que já dei aulas - minha filha, observo como o aprendizado é doloroso. Ensiná-la a reconhecer letras foi muito fácil, ela já nasceu apta a isso, mas por exemplo, usar o peniquinho está sendo um drama.
E não tem como. Não é porque ela tem esta dificuldade e uma aptidão nata a leitura que vou deixá-la lendo livros e usando fraldas a vida toda. Ela vai ter de aprender e eu vou ter de ensinar.
Chegamos ao ponto: Há dias atrás conversando com uma professora, falavamos de uma aluna em comum que tem uma habilidade ímpar de compreender fenômenos humanos e uma dificuldade terrível de entender fenômenos exatos. Dada as minhas disciplinas serem absolutamente exatas ela ia muito mal em minhas materias e muito bem em outras. Recebe uma bolsa pra trabalhos de inclusão educacional e vai muito bem.
Eu afirmei então que acreditava que ela deveria superar esta dificuldade em exatas para ser uma melhor profissional. A minha fala foi retransmitida e chegou ao ouvido da aluna como: Ela deve mudar para um curso de humanas.
Se eu tivesse realmente afirmado isso, iria contra tudo o que acredito. E até contra minha própria historia de vida. Eu tenho uma dificuldade pessoal em memorizar coisas. Na quarta-série quase reprovei por não aprender tabuadas ! Até hoje tenho certa dificuldade nela. Compenso minha falta de memória com o raciocínio. Eu já escrevi em outro tópico que para a maioria das pessoas 3*25 = 75. Pra mim 3*25 = 3*5 + 3*20 = 75 ! Dá no mesmo, mas meu cerebro dá uma volta...
Com isso, tenho dificuldade em me lembrar de nomes de pessoas, em aprender linguas estrangeiras, acentuar palavras (este texto é exemplo) e até onde deixei o celular. Procuro resolver isso fazendo as coisas mais lentamente e pensadas.
Eu também sou extremamente timido e no entanto supero isso sempre que entro em aula. É muito pensado e sinto a timidez sempre ao meu alcance, me rondando. Mas me mantenho superando a cada dia.
Por isso, minha cara aluna Marina. Tente aprender a raciocinar de forma exata. Mesmo que vc não vá fazer Fisica. Mas simplesmente porque voce merece ser uma pessoa completa.
Dedico este POST ao RONALDO BRUNO a pessoa com inteligencia mais completa que já conheci.
Não qualifico isso com um defeito meu, mas isso já me fez sofrer e principalmente me decepcionar com muitas pessoas. Tanto profissionalmente, quanto sentimentalmente. Seja na vida cotidiana ou até vendo televisão. Digo que não qualifico isso como defeito, uma vez que ainda prefiro acreditar que errado estão os outros de aproveitar e de querer o mal do próximo.
Dando aulas há mais de quinze anos e envolvido com ensino eu tenho que acreditar que não existem pessoas muito inteligentes nem muito burras. A inteligência é produto do esforço e não natural do individuo (calma, comentarei isso a seguir). E segundo: Todos somos capazes de mudar nossas caracteristicas natais.
Eu sei, eu sei que existem argumentos que fariam minha primeira afirmação cair por terra. Você deve conhecer pessoas muito inteligentes (eu conheço e convivi com várias) e pessoas que, digamos, são burras. Talvez você argumente que pessoas burras não existem, mas não é aí que quero chegar.
O que quero dizer é que um professor ou qualquer pessoa envolvida com educação não pode preparar uma aula achando que vai encontrar pessoas inteligentes e/ou burras em sua sala de aula. Se assim fosse as pessoas burras seriam assim rotulada a certo ponto da vida e ficariam fora de sistemas de educação para todo o sempre.
Daí decorre minha segunda afirmação: As pessoas podem mudar. Isso além de educacional é uma máxima cristã. Superar seus limites é função do aprendizado. Agora que tenho a aluna mais nova que já dei aulas - minha filha, observo como o aprendizado é doloroso. Ensiná-la a reconhecer letras foi muito fácil, ela já nasceu apta a isso, mas por exemplo, usar o peniquinho está sendo um drama.
E não tem como. Não é porque ela tem esta dificuldade e uma aptidão nata a leitura que vou deixá-la lendo livros e usando fraldas a vida toda. Ela vai ter de aprender e eu vou ter de ensinar.
Chegamos ao ponto: Há dias atrás conversando com uma professora, falavamos de uma aluna em comum que tem uma habilidade ímpar de compreender fenômenos humanos e uma dificuldade terrível de entender fenômenos exatos. Dada as minhas disciplinas serem absolutamente exatas ela ia muito mal em minhas materias e muito bem em outras. Recebe uma bolsa pra trabalhos de inclusão educacional e vai muito bem.
Eu afirmei então que acreditava que ela deveria superar esta dificuldade em exatas para ser uma melhor profissional. A minha fala foi retransmitida e chegou ao ouvido da aluna como: Ela deve mudar para um curso de humanas.
Se eu tivesse realmente afirmado isso, iria contra tudo o que acredito. E até contra minha própria historia de vida. Eu tenho uma dificuldade pessoal em memorizar coisas. Na quarta-série quase reprovei por não aprender tabuadas ! Até hoje tenho certa dificuldade nela. Compenso minha falta de memória com o raciocínio. Eu já escrevi em outro tópico que para a maioria das pessoas 3*25 = 75. Pra mim 3*25 = 3*5 + 3*20 = 75 ! Dá no mesmo, mas meu cerebro dá uma volta...
Com isso, tenho dificuldade em me lembrar de nomes de pessoas, em aprender linguas estrangeiras, acentuar palavras (este texto é exemplo) e até onde deixei o celular. Procuro resolver isso fazendo as coisas mais lentamente e pensadas.
Eu também sou extremamente timido e no entanto supero isso sempre que entro em aula. É muito pensado e sinto a timidez sempre ao meu alcance, me rondando. Mas me mantenho superando a cada dia.
Por isso, minha cara aluna Marina. Tente aprender a raciocinar de forma exata. Mesmo que vc não vá fazer Fisica. Mas simplesmente porque voce merece ser uma pessoa completa.
Dedico este POST ao RONALDO BRUNO a pessoa com inteligencia mais completa que já conheci.
quarta-feira, novembro 28, 2007
Campo eletrico ...
Este exercício está proposto por Sears/Zemansky/Young no livro Fisica volume 3, 2a. edição. Exercício n. 25-7.
Uma carga elétrica de 16x10-9 C é fixada à origem das coordenadas; uma segunda carga de valor desconhecido está em x=3m;y=0 e uma terceira carga de 12x10-9 C está em x=6m e y=0. Qual é o valor da carga desconhecida se o campo resultante em x=8m, y=0 é de 20,25 N.C-1 e dirigido para a direita ?
Bom. Nestes casos fazemos os seguite: Calculamos o campo elétrico devido a cada carga no ponto desejado. Somamos tudo e encontramos o valor do campo elétrico faltante... Aí encontra-se o valor da carga.
Então tá.
O campo elétrico devido a primeira carga, no ponto (8,0) é:
E1 = cte.q.r-2 = 8,98.109 .16x10-9x82 = 2,245 N.C-1
O campo elétrico devido a terceira carga, no mesmo ponto é:
E2 = cte.q.r-2 = 8,98x109 . 16x10-9 . 22 = 26,94 N.C-1
Então no ponto (8,0) estas duas cargas geram um campo resultante de 29,185 N.C-1.
Se ao colocar a segunda carga o campo cai para 20,25 N.C-1, então já podemos desconfiar que esta carga é negativa.
Para que o campo total seja 20,25 N.C-1, o campo elétrico devido a segunda carga deve ser -8,935 N.C-1.
Se E=cte.q.r-2, então q = E.cte-1.r2 = -8,95.(8,98x109)-1.52 = -2,48.10-8
Portanto a carga desconhecida é de -24,8 x 10-9 C !
Ufa, já estava com saudades de publicar algum exercício resolvido. Afinal este é o objetivo principal deste blog. Fiz muitos em papel, mas o tempo pra passar pro meio digital anda muito escasso !
O SENHOR já ouviu a minha súplica; o SENHOR aceitará a minha oração.
Salmos 6:9
Uma carga elétrica de 16x10-9 C é fixada à origem das coordenadas; uma segunda carga de valor desconhecido está em x=3m;y=0 e uma terceira carga de 12x10-9 C está em x=6m e y=0. Qual é o valor da carga desconhecida se o campo resultante em x=8m, y=0 é de 20,25 N.C-1 e dirigido para a direita ?
Bom. Nestes casos fazemos os seguite: Calculamos o campo elétrico devido a cada carga no ponto desejado. Somamos tudo e encontramos o valor do campo elétrico faltante... Aí encontra-se o valor da carga.
Então tá.
O campo elétrico devido a primeira carga, no ponto (8,0) é:
E1 = cte.q.r-2 = 8,98.109 .16x10-9x82 = 2,245 N.C-1
O campo elétrico devido a terceira carga, no mesmo ponto é:
E2 = cte.q.r-2 = 8,98x109 . 16x10-9 . 22 = 26,94 N.C-1
Então no ponto (8,0) estas duas cargas geram um campo resultante de 29,185 N.C-1.
Se ao colocar a segunda carga o campo cai para 20,25 N.C-1, então já podemos desconfiar que esta carga é negativa.
Para que o campo total seja 20,25 N.C-1, o campo elétrico devido a segunda carga deve ser -8,935 N.C-1.
Se E=cte.q.r-2, então q = E.cte-1.r2 = -8,95.(8,98x109)-1.52 = -2,48.10-8
Portanto a carga desconhecida é de -24,8 x 10-9 C !
Ufa, já estava com saudades de publicar algum exercício resolvido. Afinal este é o objetivo principal deste blog. Fiz muitos em papel, mas o tempo pra passar pro meio digital anda muito escasso !
O SENHOR já ouviu a minha súplica; o SENHOR aceitará a minha oração.
Salmos 6:9
segunda-feira, novembro 05, 2007
A queda do Learjet em São Paulo.
Uma tragédia aconteceu ontem em São Paulo. Um Learjet com piloto e co-piloto, caiu em uma casa próxima a cabeceira da pista do campo de Marte em São Paulo. Alguns comentários breves.
- Os reporteres mais uma vez iniciaram a condenação pública dos aeroportos dentro de cidade. Mesmo eles usando os TVCop que decolam de Marte todos os dias.
- E começa o exercício de achologismo. Uma aeronave como o Learjet tem sua manutenção muito bem conhecida e operação idem. A possibilidade de falha de operação é mais difícil nestes casos. A impressão que tive, do relato de uma testemunha foi de ingestão de alguma coisa pelo motor - Raro nos Learjet que tem o motor bem alto. Poderia ser colisão com passaro por exemplo. Uma testemunha disse ter ouvido um barulho de metal raspando vindo da turbina.
- A forma da trajetória parece indicar pane no motor direito que por sinal é o que tem o sistema de gerador eletrico e ar condicionado. Pane nele é pane eletrica até ser acionado o APU. O que talvez justifique a falta de comunicação com a torre e talvez falta de outros equipamentos elétricos.
- Um reporter disse que "a tragédia poderia ter sido pior se o avião tivesse atingido um prédio". Para os parentes das vítimas - Crianças e um bebê inclusive, nada poderia ser pior. Tragédia não tem unidade de medida. Tragédia é tragédia.
- A queda de bico e a alta velocidade pode indicar travamento de controles.
Como sempre, um acidente destas proporções e com um equipamento destes nunca é causado por uma única falha. Sempre ocorrem sucessões de erros - ou falhas - que culminam com um acidente. É muito imprudente da imprensa tentar culpar pilotos, empresa dona do avião ou caracteristicas do aeroporto. Investigação de acidente aéreo é coisa muito séria e demorada.
E alarmismos a parte, uma nota: Durante os quatro dias de feriado de Finados, morreram nas estradas 104 pessoas, mais de 1000 ficaram feridas. Temos de ficar de olho no céu, mas as tragédias automobilisticas, quem vai olhar ?
- Os reporteres mais uma vez iniciaram a condenação pública dos aeroportos dentro de cidade. Mesmo eles usando os TVCop que decolam de Marte todos os dias.
- E começa o exercício de achologismo. Uma aeronave como o Learjet tem sua manutenção muito bem conhecida e operação idem. A possibilidade de falha de operação é mais difícil nestes casos. A impressão que tive, do relato de uma testemunha foi de ingestão de alguma coisa pelo motor - Raro nos Learjet que tem o motor bem alto. Poderia ser colisão com passaro por exemplo. Uma testemunha disse ter ouvido um barulho de metal raspando vindo da turbina.
- A forma da trajetória parece indicar pane no motor direito que por sinal é o que tem o sistema de gerador eletrico e ar condicionado. Pane nele é pane eletrica até ser acionado o APU. O que talvez justifique a falta de comunicação com a torre e talvez falta de outros equipamentos elétricos.
- Um reporter disse que "a tragédia poderia ter sido pior se o avião tivesse atingido um prédio". Para os parentes das vítimas - Crianças e um bebê inclusive, nada poderia ser pior. Tragédia não tem unidade de medida. Tragédia é tragédia.
- A queda de bico e a alta velocidade pode indicar travamento de controles.
Como sempre, um acidente destas proporções e com um equipamento destes nunca é causado por uma única falha. Sempre ocorrem sucessões de erros - ou falhas - que culminam com um acidente. É muito imprudente da imprensa tentar culpar pilotos, empresa dona do avião ou caracteristicas do aeroporto. Investigação de acidente aéreo é coisa muito séria e demorada.
E alarmismos a parte, uma nota: Durante os quatro dias de feriado de Finados, morreram nas estradas 104 pessoas, mais de 1000 ficaram feridas. Temos de ficar de olho no céu, mas as tragédias automobilisticas, quem vai olhar ?
terça-feira, outubro 16, 2007
Fotos do céu - Parte II
Esta foto foi obtida num processo ainda mais simples. Prendi a câmera num tripé (mas poderia ser qualquer lugar onde ela fique bem fixa), com as lentes originais, nada de tele ou converter. Abri o obturador, prendi o botão (tem um parafuso pra isso) e fui ver TV. Uma hora e meia depois soltei o botão... Ficou uma bela foto, não acha ?

É uma pena que nenhum meteoro tenha se dignado a passar pelas minhas lentes neste período, mas farei outras fotos e quem sabe eles se dignam a aparecer !
Esta outra foto foi feita, também sem teles, so que com a câmera apontando 90 graus com o solo. Com isso dá pra ver a via lactea soberba ! O tempo de exposição foi baixo, menos de 2 minutos. Dá pra ver um traço cortando a imagem. Isso é um avião !

É uma pena que nenhum meteoro tenha se dignado a passar pelas minhas lentes neste período, mas farei outras fotos e quem sabe eles se dignam a aparecer !
Esta outra foto foi feita, também sem teles, so que com a câmera apontando 90 graus com o solo. Com isso dá pra ver a via lactea soberba ! O tempo de exposição foi baixo, menos de 2 minutos. Dá pra ver um traço cortando a imagem. Isso é um avião !
segunda-feira, outubro 01, 2007
Fotos do céu.
Periodo de seca é um ótimo período para se observar o céu. O espertão aqui tirou várias fotos com a câmera Fujica de filme e perdeu o papel que continha os dados de exposição, data e hora das fotos. Imperdoavel !
Pra conseguir estas fotos não fiz nada de muito especial. Fiquei no quintal de casa, apontei a câmera pro céu. A câmera é uma Fujica SLR de filme 35mm com duas teleconverters e uma teleobjetiva de 180 mm (tá, isso não é muito comum, mas em outro POST vou mostrar uma foto feita sem as teles). Deixei a exposição em B (Neste modo o obturador se abre e só fecha quando você solta, pra isso existe um disparador remoto mecânico). Como disse, perdi o papel que anotei o tempo de exposição, mas deve ter sido entre 2 a 3 minutos. A câmera deve ficar presa num tripé ou colocada no chão e apontando pra cima. Depois de fotografado e revelado - O laboratório não revelou porque pensou que era problema da câmera - Escaneei num escaner normalzinho e transformei pra P&B.
Vou mostrar aqui as duas melhores:
A primeira mostra o Cruzeiro do Sul e a Mosca bem visiveis e mais algumas estrelas de Centauro. A Luz forte no topo esquerdo da imagem é contaminação da luz da cidade.

A próxima foto foi feita no mesmo processo, porém sem uma teleconverter pra ter uma visão um pouco mais panorâmica. Deixo como lição de casa identificar as constelações. Lembre-se estou no hemisfério sul e as fotos foram feitas numa noite qualquer entre os dias 20 e 25 de Agosto de 2007. ;) Deixei esta com as cores originais para mostrar a contaminação da luz ambiente. A faixa a esquerda da foto é o muro da minha casa. Se você olhar pra foto ampliada, dá pra ver saindo do foco de luz a esquerda abaixo um meteorito rasgando a imagem.

Estas fotos não tem o objetivo de servirem pra propósitos científicos, apenas para motivar ao observador comum a fazer fotos do céu. Aproveite que as cameras SLR de 35 mm estão em liquidação, compre uma e se divirta !
Pra conseguir estas fotos não fiz nada de muito especial. Fiquei no quintal de casa, apontei a câmera pro céu. A câmera é uma Fujica SLR de filme 35mm com duas teleconverters e uma teleobjetiva de 180 mm (tá, isso não é muito comum, mas em outro POST vou mostrar uma foto feita sem as teles). Deixei a exposição em B (Neste modo o obturador se abre e só fecha quando você solta, pra isso existe um disparador remoto mecânico). Como disse, perdi o papel que anotei o tempo de exposição, mas deve ter sido entre 2 a 3 minutos. A câmera deve ficar presa num tripé ou colocada no chão e apontando pra cima. Depois de fotografado e revelado - O laboratório não revelou porque pensou que era problema da câmera - Escaneei num escaner normalzinho e transformei pra P&B.
Vou mostrar aqui as duas melhores:
A primeira mostra o Cruzeiro do Sul e a Mosca bem visiveis e mais algumas estrelas de Centauro. A Luz forte no topo esquerdo da imagem é contaminação da luz da cidade.

A próxima foto foi feita no mesmo processo, porém sem uma teleconverter pra ter uma visão um pouco mais panorâmica. Deixo como lição de casa identificar as constelações. Lembre-se estou no hemisfério sul e as fotos foram feitas numa noite qualquer entre os dias 20 e 25 de Agosto de 2007. ;) Deixei esta com as cores originais para mostrar a contaminação da luz ambiente. A faixa a esquerda da foto é o muro da minha casa. Se você olhar pra foto ampliada, dá pra ver saindo do foco de luz a esquerda abaixo um meteorito rasgando a imagem.

Estas fotos não tem o objetivo de servirem pra propósitos científicos, apenas para motivar ao observador comum a fazer fotos do céu. Aproveite que as cameras SLR de 35 mm estão em liquidação, compre uma e se divirta !
sexta-feira, setembro 28, 2007
De avaliador a avaliado (PARTE II)
Pois bem. Realizei a tal prova pra Analista de Sistemas. Infelizmente não pude estudar tanto quanto queria devido a problemas domesticos e consequentemente fiz a prova movido mais ao raciocínio que ao conhecimento.
A prova teve 50 questões e foi realizada em 3 horas, podendo sair da sala somente após transcorridas 1 hora e 30 minutos. As 10 primeiras questões eram de lingua portuguesa e interpretação de texto e as outras de conhecimentos específicos, dividios em: 2 conversao de base; 9 de Sistemas Operacionais; 7 de Programação e Estrutura de Dados; 5 de Redes; 7 de Bco de Dados e 10 de Analise/Projeto/Engenharia de Sistemas.
Eu considerei a prova fácil e a pontuação dos candidatos habilitados deve ocorrer acima da marca de 45 pontos. Eu acertei 36 questões e pedi recurso em uma que acredito não ter alternativa correta. Em todo caso, considerei minha participação muito boa em termos absolutos, mesmo em termos relativos não é uma nota pra competir ao cargo.
Vamos aos fatos.
- Primeiramente li a prova toda assinalando as alternativas que tinha certeza que estavam corretas. Neste ponto fiz 19 questões. Destas errei duas delas. A primeira lida é importante e quanto mais vc conseguir responder neste ponto melhor. Porém isso leva muito treino e não se deve cometer erros nesta fase.
- Na segunda passagem respondi 24 questões, sendo que oito destas eu errei. Essa fase é a que você lê com mais cuidado, puxa pela memória e analisa mais friamente.
- Na terceira, fiz as outras 7 questões restantes. Neste ponto já é a fase do desespero, quando você já leu, já puxou pela memória e já está prestes a chutar. Nesta fase errei 3 questões.
- A última passagem é aquela da conferência final, alguma retificação e visualização final. Não anotei quais eu retifiquei nesta fase, mas me lembro de pelo menos uma que retifiquei na última hora e acertei-a.
A experiência foi boa, diria muito boa em termos pessoais, mesmo não estando disputando os primeiros lugares, mas me mostrou o caminho certo a estudar daqui pra frente, mostrou minhas deficiências e como resolvê-las.
Não sei porque meus alunos odeiam tanto provas. Fazer prova é uma experiência de auto-conhecimento, auto-analise, entender suas limitações. É um momento de se concentrar, pensar, lutar consigo mesmo ... Pensando bem, acho que acabo de descobrir porque os alunos não gostam de prova !
Quanto a mim, "the life goes on"... A vida é breve, mas também é imensa pra quem sabe se reinventar. Meus idolos Alberta Hunter e Dr. Brian H. May me ajudam nessa.
A prova teve 50 questões e foi realizada em 3 horas, podendo sair da sala somente após transcorridas 1 hora e 30 minutos. As 10 primeiras questões eram de lingua portuguesa e interpretação de texto e as outras de conhecimentos específicos, dividios em: 2 conversao de base; 9 de Sistemas Operacionais; 7 de Programação e Estrutura de Dados; 5 de Redes; 7 de Bco de Dados e 10 de Analise/Projeto/Engenharia de Sistemas.
Eu considerei a prova fácil e a pontuação dos candidatos habilitados deve ocorrer acima da marca de 45 pontos. Eu acertei 36 questões e pedi recurso em uma que acredito não ter alternativa correta. Em todo caso, considerei minha participação muito boa em termos absolutos, mesmo em termos relativos não é uma nota pra competir ao cargo.
Vamos aos fatos.
- Primeiramente li a prova toda assinalando as alternativas que tinha certeza que estavam corretas. Neste ponto fiz 19 questões. Destas errei duas delas. A primeira lida é importante e quanto mais vc conseguir responder neste ponto melhor. Porém isso leva muito treino e não se deve cometer erros nesta fase.
- Na segunda passagem respondi 24 questões, sendo que oito destas eu errei. Essa fase é a que você lê com mais cuidado, puxa pela memória e analisa mais friamente.
- Na terceira, fiz as outras 7 questões restantes. Neste ponto já é a fase do desespero, quando você já leu, já puxou pela memória e já está prestes a chutar. Nesta fase errei 3 questões.
- A última passagem é aquela da conferência final, alguma retificação e visualização final. Não anotei quais eu retifiquei nesta fase, mas me lembro de pelo menos uma que retifiquei na última hora e acertei-a.
A experiência foi boa, diria muito boa em termos pessoais, mesmo não estando disputando os primeiros lugares, mas me mostrou o caminho certo a estudar daqui pra frente, mostrou minhas deficiências e como resolvê-las.
Não sei porque meus alunos odeiam tanto provas. Fazer prova é uma experiência de auto-conhecimento, auto-analise, entender suas limitações. É um momento de se concentrar, pensar, lutar consigo mesmo ... Pensando bem, acho que acabo de descobrir porque os alunos não gostam de prova !
Quanto a mim, "the life goes on"... A vida é breve, mas também é imensa pra quem sabe se reinventar. Meus idolos Alberta Hunter e Dr. Brian H. May me ajudam nessa.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Sai de baixo ....
Existiu um ano chamado 1986 e eu vivi este ano. Neste ano, todo mundo ficou um tempinho olhando para o céu, tentando encontrar um objeto brilhante que, diziam, ia ser mais brilhante que o Sol do meio-dia. Um tal de Cometa de Halley.
Muita gente olhou, poucos viram. Alguns deixaram de olhar e outros continuaram. Desta época muita gente passou a despertar o interesse pelo céu e pela astronomia. Eu fui um destes. Peguei um atlas celeste (de Ronaldo Mourão), um teodolito do meu pai e me meti a investigar os objetos celestes brilhantes.
Me lembro da primeira vez que vi Saturno e seus aneis. Foram noites bem interessantes.
Mas o tipo de objeto celeste que sempre me atraiu não estão tão longe quanto Saturno, estão muito mais próximos. Na verdade os mais proximos: Os meteoros e meteoritos.
É muito bom estar observando o céu e ver um objeto brilhante riscar o céu - Eu tenho a sensação de ouvir o seu som, o que é impossível eu sei.
Ver um meteoro passando exige conhecimento de fenomenos relacionados - A Terra passa algumas vezes por areas propensas a estes fenômenos, os chamados cinturões.
Dei uma fuçada no YOUTube e encontrei estes felizardos que filmando alguma coisa, captaram com suas miseras cameras domésticas este belo fenômeno celeste.
Este dois ultimos não me parecem muito reais, mas está ai pra vcs julgarem:
Muita gente olhou, poucos viram. Alguns deixaram de olhar e outros continuaram. Desta época muita gente passou a despertar o interesse pelo céu e pela astronomia. Eu fui um destes. Peguei um atlas celeste (de Ronaldo Mourão), um teodolito do meu pai e me meti a investigar os objetos celestes brilhantes.
Me lembro da primeira vez que vi Saturno e seus aneis. Foram noites bem interessantes.
Mas o tipo de objeto celeste que sempre me atraiu não estão tão longe quanto Saturno, estão muito mais próximos. Na verdade os mais proximos: Os meteoros e meteoritos.
É muito bom estar observando o céu e ver um objeto brilhante riscar o céu - Eu tenho a sensação de ouvir o seu som, o que é impossível eu sei.
Ver um meteoro passando exige conhecimento de fenomenos relacionados - A Terra passa algumas vezes por areas propensas a estes fenômenos, os chamados cinturões.
Dei uma fuçada no YOUTube e encontrei estes felizardos que filmando alguma coisa, captaram com suas miseras cameras domésticas este belo fenômeno celeste.
Este dois ultimos não me parecem muito reais, mas está ai pra vcs julgarem:
sexta-feira, setembro 21, 2007
E os heróis se vão !
Outro dia ele cantava, no outro se cala. Assim se foi Luciano Pavarotti, o maior tenor da segunda metade do século XX.
Eu como um tenor bem ruinzinho e desafinado (e totalmente destreinado) não pudia deixar de admirar Pavarotti e sua facilidade de cantar. Nunca o vi pessoalmente, ele nem fazia idéia que eu existo, mas mesmo assim, sentimos sua falta.
Mas outra perda ocorreu neste mesmo periodo: Steve Fossett. O aventureiro meio doidão que adorava quebrar recordes e gastar muito dinheiro. Ele foi o primeiro a dar a volta ao mundo num balão de ar quente e o primeiro a dar a volta ao mundo sozinho num avião a jato.
Acompanhei muitas das suas aventuras, algumas em tempo real. O irônico é que num voo simples ele simplesmente desaparece. Apesar de ainda existir uma chance, ainda que remota dele aparecer vivo, o fato é que ele sumiu. Deu a volta num balão e sumiu num voo no quintal de casa.
Duas reflexões vem daí: Primeiro - Um acidente pode te pegar a qualquer hora e Segundo - Não existem pessoas que estão livres de problemas.
Outra perda que ocorreu já há algum tempo, mas fiquei sabendo agora, é do projetista de avião Peter Bowers. O livro dele (Aeronaves não convencionais) é uma inspiração pra mim e o meu exemplar já está em frangalhos de tanto que li. Detalhes em: http://www.eaa.org/communications/eaanews/030429_petebowers.html
Eu como um tenor bem ruinzinho e desafinado (e totalmente destreinado) não pudia deixar de admirar Pavarotti e sua facilidade de cantar. Nunca o vi pessoalmente, ele nem fazia idéia que eu existo, mas mesmo assim, sentimos sua falta.
Mas outra perda ocorreu neste mesmo periodo: Steve Fossett. O aventureiro meio doidão que adorava quebrar recordes e gastar muito dinheiro. Ele foi o primeiro a dar a volta ao mundo num balão de ar quente e o primeiro a dar a volta ao mundo sozinho num avião a jato.
Acompanhei muitas das suas aventuras, algumas em tempo real. O irônico é que num voo simples ele simplesmente desaparece. Apesar de ainda existir uma chance, ainda que remota dele aparecer vivo, o fato é que ele sumiu. Deu a volta num balão e sumiu num voo no quintal de casa.
Duas reflexões vem daí: Primeiro - Um acidente pode te pegar a qualquer hora e Segundo - Não existem pessoas que estão livres de problemas.
Outra perda que ocorreu já há algum tempo, mas fiquei sabendo agora, é do projetista de avião Peter Bowers. O livro dele (Aeronaves não convencionais) é uma inspiração pra mim e o meu exemplar já está em frangalhos de tanto que li. Detalhes em: http://www.eaa.org/communications/eaanews/030429_petebowers.html
quinta-feira, setembro 20, 2007
O que voce vai fazer no dia 5 de Junho de 2012 ?
Você pensa o que fará no dia 5 de Junho de 2012 ? Eu sei. Estarei torcendo para o dia estar com céu limpido, eu estarei com uma camera e um telescópio em punho fotografando o sol - Se Deus assim permitir.
Porque ? Porque neste dia ocorrerá um fenomeno rarissimo. Venus estará alinhado entre o Sol e a Terra e com isso, ao olharmos para o Sol veremos um pequeno ponto negro, que é nosso amigo Venus.
Existem apenas dois planetas que podemos observar isto acontecer: Venus e Mercurio. Este fenomeno ocorrerá em 2014 com Mercurio e pretendo estar por aqui pra vê-lo também.
Parece que 2012 é uma data muito longe ? Talvez sim, talvez não. 2012 será daqui a apenas 5 anos. Se lembra como era sua vida ha cinco anos atrás ? Lula terá deixado a presidência a pouco, os EUA estarão em campanha presidencial.
Em outras palavras é daqui a pouquinho.
Mas voltando ao fenômeno, não é nada tão sensacional a ponto que leigos parem seus afazeres para vê-lo, mas vale a pena dar uma olhadinha para o céu, alias sempre vale.
Em tempo: Muito cuidado para olhar para o Sol, raios emitidos por ele podem queimar sua retina a longo prazo e você não vai sentir. Por isso, use filtros poderosos e nunca olhe diretamente para o astro rei.
Boa observação a todos...
Porque ? Porque neste dia ocorrerá um fenomeno rarissimo. Venus estará alinhado entre o Sol e a Terra e com isso, ao olharmos para o Sol veremos um pequeno ponto negro, que é nosso amigo Venus.
Existem apenas dois planetas que podemos observar isto acontecer: Venus e Mercurio. Este fenomeno ocorrerá em 2014 com Mercurio e pretendo estar por aqui pra vê-lo também.
Parece que 2012 é uma data muito longe ? Talvez sim, talvez não. 2012 será daqui a apenas 5 anos. Se lembra como era sua vida ha cinco anos atrás ? Lula terá deixado a presidência a pouco, os EUA estarão em campanha presidencial.
Em outras palavras é daqui a pouquinho.
Mas voltando ao fenômeno, não é nada tão sensacional a ponto que leigos parem seus afazeres para vê-lo, mas vale a pena dar uma olhadinha para o céu, alias sempre vale.
Em tempo: Muito cuidado para olhar para o Sol, raios emitidos por ele podem queimar sua retina a longo prazo e você não vai sentir. Por isso, use filtros poderosos e nunca olhe diretamente para o astro rei.
Boa observação a todos...
sexta-feira, agosto 17, 2007
De avaliador a avaliado !
Muito bem. Depois de muito tempo preparando provas e corrigindo os outros, chegou a hora de eu ser avaliado. Me inscrevi num concurso publico para Analistas de Sistemas. Minha formacao é em Física, por isso tenho de colocar a prova todos os meus dons de Pretender pra poder fazer uma boa prova.
Passar de avaliador pra avaliado, não é apenas mudar de lado. Sei de muita gente que não se dispôs a enfrentar este mesmo concurso para não se expor. Mas pra mim é algo a mais. Quero reciclar meus conhecimentos na área e parar um pouco pra estudar e voltar a refrigerar o cérebro.
Espero poder fazer alguns exercícios de física neste período e tentar entender a lógica por trás das provas de múltipla escolha. Um assunto que ainda me é estranho.
GOOD NEWS 1: Brian May entregou sua tese de PHD e defederá no próximo dia 23 de Agosto. O cara conseguiu retomar uma tese parada há mais de 30 anos quando parou pra ser guitarrista de uma certa banda de Rock (o QUEEN, talvez você conheça, talvez você more em Marte). Sua tese é em Astronomia ! O cara é bom...
GOOD NEWS 2: Me chegou as mãos uma interessante revista: Astronomy Brasil Ano 1. n.11, que diz ser versão brasileira da Astronomy americana. É ver pra ver. Prometo comentar a respeito e assinar caso seja realmente boa. São tão poucas referências sobre os assunto em português que vale a pena prestigiar.
GOOD NEWS 3: Vou começar - Ainda que tardiamente - a leitura de Universo na Casca de Nós. Tá certo, tá certo, todo mundo já leu e eu ainda não. Mas como diz eu mesmo: Antes tarde que mais tarde.
NO SO GOOD NEWS: Fiz algumas fotos do céu, mas ainda não revelei. Quando estiver revelada, publico aqui.
VERY GOOD NEWS: Efeito deste concurso: Estou passando a acentuar as palavras...
Passar de avaliador pra avaliado, não é apenas mudar de lado. Sei de muita gente que não se dispôs a enfrentar este mesmo concurso para não se expor. Mas pra mim é algo a mais. Quero reciclar meus conhecimentos na área e parar um pouco pra estudar e voltar a refrigerar o cérebro.
Espero poder fazer alguns exercícios de física neste período e tentar entender a lógica por trás das provas de múltipla escolha. Um assunto que ainda me é estranho.
GOOD NEWS 1: Brian May entregou sua tese de PHD e defederá no próximo dia 23 de Agosto. O cara conseguiu retomar uma tese parada há mais de 30 anos quando parou pra ser guitarrista de uma certa banda de Rock (o QUEEN, talvez você conheça, talvez você more em Marte). Sua tese é em Astronomia ! O cara é bom...
GOOD NEWS 2: Me chegou as mãos uma interessante revista: Astronomy Brasil Ano 1. n.11, que diz ser versão brasileira da Astronomy americana. É ver pra ver. Prometo comentar a respeito e assinar caso seja realmente boa. São tão poucas referências sobre os assunto em português que vale a pena prestigiar.
GOOD NEWS 3: Vou começar - Ainda que tardiamente - a leitura de Universo na Casca de Nós. Tá certo, tá certo, todo mundo já leu e eu ainda não. Mas como diz eu mesmo: Antes tarde que mais tarde.
NO SO GOOD NEWS: Fiz algumas fotos do céu, mas ainda não revelei. Quando estiver revelada, publico aqui.
VERY GOOD NEWS: Efeito deste concurso: Estou passando a acentuar as palavras...
quarta-feira, agosto 01, 2007
A Parabola do Gatinho na Arvore (Ou tente não pensar na situação dos aeroportos)
Um dia, estavam andando pela floresta, um coelho, uma tartaruga e um macaco. Andavam e conversavam, quando viram no topo de uma árvore muito alta, um pobre gatinho, pedindo socorro.
Prontamente a tartaruga se prontificou.
- Pule gatinho que eu te pego.
O coelho pensou ! Pobre gatinho, vai se esborrachar no chão, essa tartaruga é muito lenta.
- Dona Tartaruga, fazemos assim - Disse o Coelho - Eu subo neste galho e o gatinho pula. Se eu não conseguir pegá-lo, você o pega.
Nisso o macaco pensou - O Coelho é rapido, mas não sabe se movimentar pelos galhos como eu.
- Seu coelho - Disse o Macaco - Eu fico num galho mais alto e tento pegar o gatinho. Se eu não conseguir pegá-lo, você tenta. Se você também não conseguir pegá-lo, a dona tartaruga pega.
Se posicionaram então e o gatinho viu que a chance de cair no chão duro era minima, uma vez que passaria por três socorros e pulou.
Nisso o macaco pensou - O Coelho está bem posicionado e se eu falhar ele pega o gatinho. Nem preciso me movimentar tanto. Agitou um pouco os braços e o gatinho passou.
O Coelho pensou: Eu só vou ter de agir se o macaco falhar, nem tenho de me preocupar. Nisso passa o gatinho.
Finalmente a tartaruga até tentou, mas o gatinho caiu no chão duro.
Até hoje coelhos, tarturagas e macacos discutem entre si a causa do suicídio do gato.
Tente não pensar ... Tente.
Prontamente a tartaruga se prontificou.
- Pule gatinho que eu te pego.
O coelho pensou ! Pobre gatinho, vai se esborrachar no chão, essa tartaruga é muito lenta.
- Dona Tartaruga, fazemos assim - Disse o Coelho - Eu subo neste galho e o gatinho pula. Se eu não conseguir pegá-lo, você o pega.
Nisso o macaco pensou - O Coelho é rapido, mas não sabe se movimentar pelos galhos como eu.
- Seu coelho - Disse o Macaco - Eu fico num galho mais alto e tento pegar o gatinho. Se eu não conseguir pegá-lo, você tenta. Se você também não conseguir pegá-lo, a dona tartaruga pega.
Se posicionaram então e o gatinho viu que a chance de cair no chão duro era minima, uma vez que passaria por três socorros e pulou.
Nisso o macaco pensou - O Coelho está bem posicionado e se eu falhar ele pega o gatinho. Nem preciso me movimentar tanto. Agitou um pouco os braços e o gatinho passou.
O Coelho pensou: Eu só vou ter de agir se o macaco falhar, nem tenho de me preocupar. Nisso passa o gatinho.
Finalmente a tartaruga até tentou, mas o gatinho caiu no chão duro.
Até hoje coelhos, tarturagas e macacos discutem entre si a causa do suicídio do gato.
Tente não pensar ... Tente.
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